Você está em - Palavra do Pároco

a)      Fica por quarenta dias. Assim como o povo de Israel, passou quarenta anos no deserto, antes de se encontrar com a terra prometida, também Jesus passa quarenta dias no rigor do deserto, na oração, no discernimento, na procura da vontade de seu Deus e Pai.

b)      Porém, é tentado por satanás (que significa, o tentador). O antigo povo de Israel também sofreu tentações nas que caiu estrepitosamente. Jesus sofre também as tentações (como o povo, como qualquer um de nós), mas não sucumbe a elas. Os evangelistas Mateus e Lucas especificam as tentações: tornar pedras em pão (e não como o fruto do trabalho) para a fome, da mágica e do prestigio, do poder político e econômico que levam a humanidade e o mundo ao mais terrível, corrupto, destrutivo e mortal dos fracassos. O evangelista Marcos não especifica a tentação, mas, no seguimento do evangelho nos dá conta de que o mal presente no homem, simbolizado pelos espíritos impuros, é destruído por Jesus, dentro das antigas expressões simbólicas da época e da história, compreendidas como a luta entre o bem e o mal, entre Deus e, por exemplo, Belial, ou a guerra entre os filhos da luz e os filhos das trevas. Jesus e, apenas, Jesus supera isso tudo.

c)       Durante estes quarenta dias, Jesus viveu entre animais selvagens. Faz referencia Marcos, à uma convivência harmoniosa entre homens e animais, segundo a tradição profética? Ou, talvez, faz alusão ao primeiro homem, Adão, criado naquele paraíso à imagem e semelhança de Deus?

d)      E os anjos serviam Jesus. A linguajem, sempre simbólica e teológica, situa o Senhor no centro dos mensageiros de Deus e sendo servido por eles. Anjos a serviço dos homens? É possível porque o Espírito de Deus que repousa sobre Jesus, como também é o grande dom de Deus para todos nós, é quem nos possibilita a vida na verdade e na justiça, como missão no meio da humanidade. Missão de Jesus, que se descreverá a continuação, como  força e presença, sempre, do Espírito de Deus.

2)      Conta-nos, na continuação, o evangelista que João foi preso. Com isso termina a missão do Batista.

a) Jesus, não fica no lugar de João, nas margens do Jordão. Pelo contrário, volta para sua terra, a Galiléia, e, em continuidade com a pregação daquele, começa sua própria missão com o anúncio: “O tempo já se completou e o reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho”.

b) As esperanças suscitadas pelo Batista, agora se tornam realidade. O Batista anunciava esperança, Jesus, não apenas anuncia, senão transforma as esperanças em acontecimento (“os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são curados, os mortos ressuscitam e o evangelho é anunciado aos pobres”).

c) Para isso, começa a andar no meio dos seus, dos pobres, na própria Galiléia. É o início que se desdobra até nossos dias, na mesma fé e no mesmo seguimento de Jesus.

 

 Hoje, nós acolhemos esta Palavra do Senhor que é, para nós, voltarmos nossas vidas para o Evangelho dos pobres e deixar que ele nos eleve, nos purifique, nos ilumine e oriente, nos coloque a todos no caminho da vida como missão que é da graça, da salvação, da Páscoa e alegria da ressurreição para a humanidade inteira, renovada pelo mesmo Espírito de Jesus.  

 

   Pe. Agustin sj

+ Palavra do Pároco

Ver mais