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O Senhor se encontra na sinagoga de Cafarnaum, a cidade onde o Senhor começou seu ministério público e onde ele convidou seus primeiros quatro discípulos, na beira do mar da Galiléia.

A sinagoga era o lugar onde, aos sábados, os judeus se reuniam para escutar a Palavra de Deus e comentá-la, mas ao mesmo tempo era também onde se comentavam e resolviam os problemas da comunidade que, neste caso, tinha um homem possuído por um “espírito mau”.

O relato nos situa perante a existência do mal, mesmo dentro da sinagoga, isto é, do lugar onde deveria de reinar a Palavra de Deus, representado por aquele homem possuído por um mau espírito. Mau espírito que confessa: “Que queres de nós, Jesus nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o santo de Deus”.

Não são poucos os espíritos maus que animam a vida dos seres humanos, que depois atingem a outros seres humanos, tanto os justos quanto os pecadores. Todos, de algum modo, somos responsáveis e vítimas do mal, de estruturas injustas e malignas, seja por participação ou omissão, consciente ou inconsciente. O grito de Jesus pela conversão continua tendo a mesma vigência que o dia em que foi lançado há dois mil anos.

Porém, o mal vai ser destruído. Porque Jesus é o Santo de Deus e ensina com autoridade. Quando a pessoa acolhe a Palavra de Jesus, do Evangelho, então o espírito maligno que anima o mundo deixa a pessoa e a comunidade (seja a sinagoga, seja a igreja), porque a palavra do Senhor é: “Cala-te e sai dele”. Quando as pessoas acolhemos o amor do Senhor, não cabe nada mais que não seja amor, que se torna boas obras: o desamor e suas seqüelas não cabem.

Todos ficam admirados com Jesus, porque ensina como quem tem autoridade. Isto é, a Palavra de Jesus torna-se fato. O mundo está cheio de palavras, palavras, palavras... Mas os fatos são os da violência e da morte.

Vivamos sempre com o Senhor, deixemos que sua Palavra esvazie nosso espírito mau, para que o Espírito santo anime nossa existência e, “os homens vejam nossas boas obras e glorifiquem o Pai que está nos céus”, como nos ensina o evangelho de Mateus.

Pe. Agostinho sj 

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